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Crescimento acelerado do consumo levanta alerta para risco de energia mais cara e necessidade de novos investimentos

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A inteligência artificial responde perguntas em segundos, plataformas de streaming funcionam sem interrupção e carros elétricos ganham espaço nas ruas. Por trás dessa revolução tecnológica, porém, está um desafio: o aumento acelerado da demanda por energia. O mundo está preparado para isso?

Especialistas alertam que, sem investimentos em infraestrutura, o Brasil poderá enfrentar falhas no abastecimento, desperdício e energia mais cara. “O desafio deixou de ser apenas gerar energia. Precisamos garantir que ela esteja disponível quando for necessária. Sem isso, aumenta a pressão sobre o sistema elétrico e também sobre o custo da energia”, afirma Luis H. Schuster, diretor da SolarPro Sistemas de Energia, de Pomerode.

O alerta ganhou força com a expansão dos data centers, responsáveis pelo processamento de dados de plataformas digitais e da inteligência artificial. Um exemplo é o futuro mega data center do TikTok, no Ceará, com consumo previsto de 200 MW, podendo chegar a 300 MW, equivalente ao de uma cidade com cerca de dois milhões de habitantes. Somam-se a isso a computação em nuvem, a digitalização da economia e o crescimento da frota de veículos elétricos.

Embora o Brasil tenha uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, com forte participação das fontes hidrelétrica, solar e eólica, parte da energia gerada não consegue ser armazenada. Em vários momentos do dia, especialmente nas regiões com maior incidência solar, há até excesso de produção. “Hoje já convivemos com situações em que usinas reduzem a produção porque o sistema não absorve toda a energia disponível. Depois, quando a demanda aumenta, é preciso recorrer a fontes mais caras”, explica Schuster. Ele lembra ainda que o apagão nacional de 2023 mostrou a vulnerabilidade de um sistema altamente interligado.

Armazenar energia passa a ser estratégico
Nesse cenário, os sistemas de armazenamento em baterias (BESS) ganham importância. Eles armazenam energia produzida por usinas solares ou comprada em horários de menor custo para utilização nos momentos de maior demanda, tarifas elevadas ou interrupções no fornecimento, aumentando a segurança energética e reduzindo custos. “A próxima grande revolução do setor não será apenas produzir energia limpa, mas armazená-la com inteligência”, afirma Rodrigo Melão, diretor de vendas da Canadian Solar Brasil, empresa especialista na produção de baterias.

Santa Catarina já acompanha essa tendência. O Bioparque Zoo Pomerode tornou-se o primeiro zoológico da América Latina a instalar um sistema BESS. O equipamento KuBank 2.0, da Canadian Solar, tem capacidade para armazenar 277 kWh — suficiente para abastecer uma residência média durante cerca de um mês — e permitirá utilizar de forma estratégica a energia produzida pela usina solar do empreendimento.

“O investimento começou em 2021, com a geração de energia solar. Agora buscamos mais autonomia, eficiência operacional e redução de custos”, afirma Maurício Bruns, diretor do Bioparque Zoo Pomerode.

O desafio já não é apenas produzir energia suficiente, mas garantir que ela esteja disponível quando for necessária, sem elevar custos nem comprometer a confiabilidade do sistema.
New Age Comunicação
Liliani Bento
(47) 99112-2031

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