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CORREDOR AZUL|A Prefeitura do Rio deu mais um passo na ampliação da política de preservação ambiental com o anúncio da criação do Corredor Azul, projeto que prevê a implantação de duas novas unidades de conservação na Zona Sudoeste da cidade
A iniciativa busca formar uma grande conexão ecológica entre a Floresta da Tijuca, o Maciço da Pedra Branca e o sistema lagunar de Jacarepaguá, fortalecendo a proteção da biodiversidade e contribuindo para a recuperação de ecossistemas estratégicos do município.
As novas áreas de preservação serão o Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) das Florestas de Jacarepaguá e a Área de Proteção Ambiental (APA) das Lagoas de Jacarepaguá. Juntas, as unidades somam mais de 2,6 mil hectares de áreas protegidas e passam a integrar um dos maiores corredores ecológicos urbanos do país.
Segundo a Prefeitura, o decreto que oficializa a criação das duas unidades de conservação será publicado nos próximos dias no Diário Oficial do Município. A expectativa é de que, a partir da formalização, sejam iniciadas novas etapas de planejamento voltadas ao manejo ambiental, à fiscalização e à implementação de ações de conservação e recuperação das áreas protegidas.
O prefeito Eduardo Cavaliere destacou que o projeto representa uma conquista construída ao longo de anos de mobilização da sociedade civil e de estudos técnicos realizados pela administração municipal. De acordo com ele, a iniciativa permitirá ampliar a conectividade entre importantes remanescentes da Mata Atlântica presentes na cidade, favorecendo o deslocamento da fauna, a preservação da flora e o equilíbrio dos ecossistemas.
“Acabamos de assinar o REVIS das Florestas de Jacarepaguá, que se une à incrível Floresta da Tijuca, garantindo uma área enorme de preservação. E também assinamos a APA das Lagoas de Jacarepaguá, iniciando a criação desse Corredor Azul de conexão entre a Floresta da Tijuca, o Maciço da Pedra Branca e outras áreas preservadas da cidade. Isso é fruto de muita mobilização da sociedade, da luta de movimentos sociais e também de decisão política e de um governo que se planeja para preservar o meio ambiente”, afirmou.
A secretária municipal de Meio Ambiente e Clima, Lívia Galdino, explicou que a proposta nasceu a partir do Plano de Desenvolvimento Sustentável (PDS) e de estudos técnicos voltados à identificação de áreas prioritárias para conservação ambiental. Segundo ela, o território reúne características ambientais relevantes, com elevada biodiversidade, fragmentos preservados da Mata Atlântica, áreas úmidas e importante papel na manutenção dos recursos hídricos da região.
Os levantamentos realizados pela Secretaria também apontaram que a criação de um corredor ecológico é fundamental para permitir a circulação de espécies entre diferentes áreas verdes, reduzindo os impactos da fragmentação florestal provocada pela expansão urbana. Antes da definição do projeto, a proposta foi submetida a consultas públicas e recebeu contribuições de pesquisadores, organizações ambientais e representantes da sociedade civil.
O trabalho para ampliar a rede de unidades de conservação do município vem sendo desenvolvido desde 2017, quando a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima iniciou estudos para identificar regiões estratégicas para proteção. Em 2021, foi criada a Gerência de Planejamento e Proteção Ambiental, responsável por coordenar os levantamentos técnicos. Já em 2022, impulsionada pela mobilização de moradores e entidades ambientalistas, a Prefeitura passou a desenvolver estudos específicos para a preservação das florestas localizadas no entorno do Maciço da Tijuca.
Além da proteção da biodiversidade, a criação do Corredor Azul também deverá contribuir para a melhoria da qualidade da água das lagoas de Jacarepaguá, o fortalecimento da resiliência climática da cidade, a redução dos impactos provocados pela ocupação desordenada e a ampliação das oportunidades para pesquisas científicas, educação ambiental e atividades de ecoturismo sustentável nas áreas protegidas. Por podcast edinhotaon/.Edno Mariano