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Brasil pode alcançar feito inédito com dois filmes na corrida pelo Oscar de 2027

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O cinema brasileiro pode garantir uma dupla representação na disputa pela vaga de Melhor Filme Internacional no Oscar de 2027. A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta quarta-feira (16) a escolha de Feito pipa, dirigido por Allan Deberton, como o representante oficial do país. No entanto, o longa Vicentina pede desculpas, de Gabriel Martins, também pode entrar na disputa caso vença a mostra Plataforma do Festival Internacional de Cinema de Toronto, cujo resultado sai no domingo (20) — benefício garantido pelas novas regras da Academia norte-americana.

O representante oficial Feito pipa chega à corrida impulsionado por premiações expressivas, como o Urso de Cristal no Festival de Berlim e quatro Kikitos no Festival de Gramado, incluindo o de Melhor Filme pelo Júri Popular. A trama acompanha o jovem Gugu (Yuri Gomes), que tenta esconder o agravamento da saúde de sua avó (Teca Pereira) para não ter que morar com o pai distante e rígido, interpretado por Lázaro Ramos.

Já Vicentina pede desculpas, estrelado por Rejane Faria, aborda o luto e a busca por redenção de uma mãe que decide procurar os familiares das vítimas de um trágico acidente de ônibus provocado por seu falecido filho. Ambas as produções brasileiras têm lançamento nos cinemas nacionais agendado para o dia 5 de novembro.

Conclusão

A presença de dois títulos de forte impacto narrativo no radar da premiação evidencia o momento efervescente e a maturidade criativa do audiovisual brasileiro. Quer a vaga dupla se confirme ou não através do festival canadense, a trajetória de Feito pipa e Vicentina pede desculpas reafirma a capacidade do cinema nacional de projetar histórias profundamente humanas e de grande apelo internacional nos maiores palcos do cinema mundial. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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