Brasil
Barcas completam um ano com tarifa mais baixa, mas passageiros relatam piora no serviço
Apesar da redução nos preços, usuários enfrentam atrasos, superlotação e problemas estruturais nas embarcações e estações.
Um ano após assumir a operação do transporte aquaviário no estado, o Consórcio Barcas Rio acumula críticas de passageiros que utilizam diariamente as linhas entre o Rio de Janeiro, Niterói e outras regiões. Embora a redução no valor das passagens tenha sido comemorada, usuários apontam uma queda na qualidade do serviço.
Entre as principais reclamações estão atrasos frequentes, falhas nas embarcações e a falta de ar-condicionado, problema recorrente em meio às altas temperaturas.
A atual gestão substituiu o modelo anterior operado pela CCR Barcas e passou a funcionar por meio de uma parceria com o governo do estado. Um dos principais avanços foi a redução das tarifas, que trouxe alívio financeiro para os passageiros. No trajeto Praça Quinze–Arariboia, por exemplo, o valor caiu de R$ 7,70 para R$ 4,70. Já na linha Charitas–Praça Quinze, a passagem passou de R$ 21 para R$ 7,70.
Apesar disso, o dia a dia dos usuários ainda é marcado por dificuldades. Passageiros relatam que embarcações antigas continuam em operação, muitas delas sem climatização adequada, enquanto barcos mais modernos circulam com menor frequência. A frota atual, segundo relatos, não consegue atender à demanda, principalmente nos horários de pico.
As consequências são visíveis: longas filas, superlotação e aumento no tempo de espera. Há registros de passageiros aguardando até quase uma hora para embarcar, com intervalos irregulares que impactam diretamente a rotina de quem depende do transporte.
Os problemas não se limitam às embarcações. Nas estações, usuários também apontam falta de estrutura, com ambientes pouco ventilados e ausência de climatização, onde muitas vezes apenas ventiladores são utilizados para amenizar o calor.
Para quem depende das barcas diariamente, a combinação de atrasos, calor e lotação tem tornado o deslocamento mais desgastante — e, em muitos casos, mais demorado do que antes da mudança na gestão.
Procurado para comentar as reclamações, o Consórcio Barcas Rio não respondeu até o fechamento desta reportagem. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano