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Auditoria do governo do RJ analisa obra bilionária ligada ao sistema Guandu

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Projeto para tratamento de rios em Nova Iguaçu enfrenta atrasos e questionamentos sobre contratação

Obra do Guandu

O governo do Rio de Janeiro iniciou uma auditoria interna para revisar um dos principais contratos ambientais conduzidos pelo Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea) nos últimos anos. A análise envolve as obras das Unidades de Tratamento de Rio (UTRs) nos rios Poços e Ipiranga, em Nova Iguaçu.

O projeto, avaliado em mais de R$ 100 milhões, foi criado para ajudar na melhoria da qualidade da água do sistema Guandu, responsável pelo abastecimento de grande parte da Região Metropolitana do Rio.

Atrasos e investigação

Segundo o levantamento realizado pelos auditores, a obra acumula atrasos, termos aditivos e possíveis falhas no processo de contratação da empresa responsável pela execução.

Um dos pontos investigados envolve a dispensa de licitação utilizada na contratação da construtora encarregada do projeto. Técnicos apontam que os estudos usados como justificativa teriam sido elaborados há mais de duas décadas, o que levantou questionamentos sobre a validade técnica do processo.

O contrato foi firmado em 2021 e tinha previsão inicial de conclusão em oito meses. No entanto, as obras seguem em andamento após sucessivas alterações no cronograma.

Importância para o abastecimento

Os rios Poços e Ipiranga deságuam na Lagoa do Guandu, local utilizado pela Cedae para captação de água que abastece milhões de pessoas no estado.

As unidades de tratamento foram planejadas para reduzir a entrada de poluentes nos rios e evitar problemas como a crise da geosmina registrada em 2020, quando moradores relataram alterações no gosto e no cheiro da água.

Atualmente, a unidade instalada no Rio Poços já está em operação, enquanto a obra no Rio Ipiranga permanece paralisada devido a questões envolvendo desapropriações e decisões do Tribunal de Contas do Estado.

Mudanças no Inea

Durante o processo de auditoria, o governo estadual também promoveu mudanças na direção do Inea. A engenheira Denise Rambaldi assumiu a presidência do instituto em meio à revisão dos contratos e gastos públicos ligados ao projeto. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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