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Ajuste econômico na Argentina contém inflação, mas eleva inadimplência e pressiona o mercado de trabalho

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Sob a liderança do presidente Javier Milei, a economia argentina registrou avanços expressivos em seus indicadores estruturais, incluindo a queda expressiva da inflação, a retomada do crescimento do PIB e o reequilíbrio das contas públicas. Com uma estratégia baseada em rígido controle do déficit fiscal, corte de subsídios estatais e contenção na emissão de moeda, o governo reduziu a taxa de inflação mensal para o intervalo entre 1,9% e 3,4% nos primeiros oito meses de 2026, patamar muito distante dos picos superiores a 25% observados no início da gestão. O plano garantiu ainda um superávit fiscal primário de 1,8% do PIB, marcando o primeiro resultado positivo nas finanças públicas do país desde 2008.

Por outro lado, as medidas impostas pelo ajuste fiscal trouxeram impactos severos sobre o orçamento familiar e o setor privado. Segundo dados do Banco Central do país, o contingente de inadimplentes saltou para quase 6 milhões de pessoas, atingindo 13,6% da população e provocando mobilizações sindicais inéditas focadas na crise de endividamento. O fechamento de micro e pequenas empresas, o encerramento de postos de trabalho formais e a corrosão da renda têm chamado a atenção da imprensa global, com veículos como o Financial Times detalhando o endividamento das famílias e o New York Times destacando a relevância estratégica da bacia de Vaca Muerta no suporte à economia real.

Conclusão

Os desdobramentos do plano de Javier Milei expõem os desafios de conciliar metas fiscais rigorosas com a estabilidade social. Se por um lado a contenção inflacionária e a responsabilidade fiscal restabelecem a confiança de investidores e a credibilidade das contas públicas, por outro a viabilidade do projeto econômico exige que os ganhos de estabilização se traduzam em geração de renda e alívio financeiro direto para o setor produtivo e as famílias. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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